O Marco Zero do Metal Extremo Brasileiro
O EP Bestial Devastation, lançado originalmente em 1985 pela Cogumelo Records, é o registro de estreia da banda Sepultura. Gravado em um split histórico com a banda Overdose (álbum Século XX), o disco é considerado o pilar fundamental do Death/Black Metal na América Latina. Caracterizado por uma sonoridade crua, produção lo-fi e a agressividade primitiva dos irmãos Max e Iggor Cavalera, o álbum definiu a estética do metal underground brasileiro e lançou as bases para o sucesso mundial do grupo mineiro.
| Categoria | Detalhes |
| Banda | Sepultura |
| Lançamento | 1º de Dezembro de 1985 |
| Gravadora | Cogumelo Records |
| Gênero | Death Metal / Black Metal / Thrash |
| Formação | Max “Possessed” (Vocal/Guitarra), Jairo “Tormentor” (Guitarra), Paulo “Destructor” (Baixo), Iggor “Skullcrusher” (Bateria) |
| Faixas Principais | The Curse, Antichrist, Necromancer |
São Paulo, Freguesia do Ó, 1991. Uma lojinha de discos. Uma capa que mudaria tudo.
Tem discos que a gente não escolhe — eles nos escolhem. E tem álbuns que chegam na nossa vida como um soco no bucho, desses que tiram o fôlego e deixam a marca pra sempre. Bestial Devastation foi exatamente isso pra mim. Mas antes de chegar nele, preciso contar como tudo começou, porque essa história tem camadas, tem contexto, tem aquela confusão deliciosa de moleque descobrindo metal extremo nos anos 90.
O Arise Que Não Era Bem o Arise
Comprei meu primeiro disco do Sepultura numa lojinha ali na Freguesia do Ó. Era 1991, eu era moleque, e a coisa funcionava assim: você entrava na loja, olhava as capas, e se uma te chamasse atenção, você comprava praticamente no escuro. Não tinha internet, não tinha YouTube, não tinha nada. Era capa e coragem. As vezes revista Bizz.
Peguei o Arise. Só que a capa era diferente. Não tinha aquele labirinto sinistro que todo mundo conhece hoje. Era uma versão mais “limpa”, digamos assim. E o tracklist? Também tava diferente — não vinha com “Orgasmatron”, o cover do Motörhead que depois virou praticamente um hino.
Levei pra casa, botei pra tocar, e pronto: estava viciado. Arise era pesado, era rápido, era tudo que um moleque paulistano precisava naquele momento. Furei o disco de tanto ouvir. Cada faixa era um mergulho mais fundo naquela sonoridade brutal, naquele thrash brasileiro que competia de igual pra igual com qualquer coisa que viesse lá de fora.

Aí, um tempo depois, começou a tocar “Orgasmatron” na Rádio 89. E cara, eu enlouqueci. Aquele thrashão rápido, aquele gutural característico do Max Cavalera rasgando a garganta, aquela energia selvagem — era viciante. Fiquei obcecado. Como é que esse negócio não estava no meu disco? *Que versão era aquela que eu tinha comprado?
A Casa do Meu Amigo: O Templo do Metal Extremo
A gente se reunia sempre na casa desse meu amigo. Ele era o cara. Sempre aparecia com uma pilha de discos — metal extremo, progressivo, alternativo, de tudo. A gente passava horas ali, ouvindo som, viajando, descobrindo bandas que pareciam vir de outro planeta.
Numa dessas levas de discos, ele trouxe o Bestial Devastation.
Mas não era o Bestial sozinho. Era um split — de um lado o Sepultura com o Bestial Devastation, do outro lado o Overdose com o álbum Século XX. E cara, que dupla perfeita. O Overdose eu adorava também — aquele metal tosco, bíblico, apocalíptico, cantado em português. “Anjos do Apocalipse”, “Filhos do Mundo”, aquela pegada profética que continha letras sobre fim dos tempos e julgamento divino. O vocal do Sérgio Cichovicz era totalmente inteligível, diferente do Max. Era o retrato perfeito do metal extremo brasileiro da época — dois lados de uma mesma moeda tosca e genial.
A capa do Bestial era toscona. Um diabão esmagando uma igreja no lado do Sepultura, bem esculachado mesmo, daquele jeito precário e cru que os discos underground tinham na época. A logo do Sepultura também era completamente diferente — nada daquele “S” estilizado em forma de camarão que virou marca registrada. Parecia pintada com guache, meio torta, meio improvisada. Era tosco, mas era foda.

Veja Rambém esse outro artigo sobre essas reuniões pra ouvir discos nos anos 1990 nacasa do meu amigo. : Death Metal, Zé do Caixão e uma noite de terror em São Paulo em 1994 e mais esse aqui: Goatlord: Uma História Tão Sinistra Quanto a do Mayhem, Mas Esquecida no Deserto de Vegas
O Choque do Bestial
Quando botamos pra tocar, quase não reconheci a banda.
Eu estava acostumado com o Arise — aquele thrash metal bem definido, aquela produção mais polida, aquele peso controlado. O Bestial Devastation era outra coisa completamente diferente. Não era bem thrash metal no sentido clássico. Era um black metal meio death metal, aquela mistura suja e confusa que caracterizava o metal extremo de meados dos anos 80, quando os subgêneros ainda não estavam completamente separados.
E as viradas de bateria do Igor? , Eram doidas. Tipo, umas quebradas esquisitas, meio travadas, que a gente até ria quando ouvia. Não eram tecnicamente perfeitas, mas tinham uma personalidade absurda. Você sentia que o cara estava explorando o instrumento, tentando coisas, sem medo de errar. Tinha umas viradas que pareciam que ele ia perder o tempo, mas aí voltava de um jeito torto que funcionava. Às vezes dava até risada, mas era parte do charme.
A produção era uma merda, pra falar a verdade. Parecia gravado numa garagem ou caverna com um gravador de fita cassete. Mas tinha algo ali, uma energia bruta, uma raiva selvagem que era viciante.
Alguns dos amigos mais “entendidos” do meu amigo (donos dos discos que nos emprestava), aqueles caras que se achavam experts em metal extremo, faziam piada do disco. Diziam que era “simplesmente ridículo”, que era mal gravado, que o Sepultura tinha sido patético nessa fase. Mas eu já estava viciado. Aquilo tinha alma. Tinha verdade.
O Contexto: Sepultura na Rádio 89
A Rádio 89 era o canal pra quem curtia metal em São Paulo nos anos 90. Eles faziam especiais do Sepultura, tocavam faixas dos álbuns mais antigos, entrevistas. Foi lá que ouvi Schizophrenia pela primeira vez, com aquela aberturinha do filme do Hitchcock antes de a porrada começar. Era surreal perceber a evolução da banda — do Bestial Devastation tosco e cru pro Schizophrenia já mais estruturado, e depois pro Arise que era praticamente uma obra-prima do thrash metal.
Mas o Bestial tinha algo que os outros não tinham: a inocência da raiva pura, sem filtro, sem produção, sem concessões.
Bestial Devastation: Faixa por Faixa
The Curse (Intro)
O disco começa com aquela narração escrotona. Uma voz cavernosa falando sobre maldições e destruição, tipo filme de terror trash dos anos 80. Hoje em dia pode parecer brega, mas na época era sinistro. A gente ouvia aquilo e já sabia: vinha porrada pesada pela frente.
Curiosidade de bastidor: aquela voz de monstro não era de nenhum dos caras da banda. Foi o dono da Cogumelo Records que gravou, usando um efeito de pitch tosco pra deixar a voz mais grave e sinistra. Puro improviso underground — e funcionou perfeitamente pra criar aquela atmosfera de filme B de terror.
Bestial Devastation
A faixa-título é direta: rápida, suja, furiosa. A guitarra soa abafada, a bateria parece distante, mas o riff gruda. Aqui já dá pra sentir que não é thrash puro — tem aquela agressividade mais primitiva do black/death metal inicial. Max cospe os vocais com raiva adolescente genuína. O Igor solta umas viradas meio travadas que dão uma quebrada estranha no meio da música — eram quase engraçadas de tão irregulares, mas funcionavam dentro daquela estética caótica.
Antichrist
Essa aqui a gente tirava no violão. O riff principal é simples, direto — dava pra reproduzir mesmo sendo moleque. “Antichrist, the soldiers of Satan” — blasfêmia adolescente pura, mas entregue com convicção. A música tem velocidade e energia que compensam qualquer limitação técnica. As viradas do Igor aqui têm aquela pegada irregular, tipo ele ainda estava descobrindo o instrumento, mas a urgência é real.
Necromancer
Mais rápida, mais agressiva. A produção tosca cria uma atmosfera claustrofóbica, quase sufocante. O solo é irregular, mas tem caráter. Não é virtuosismo, é atitude. O Igor mete umas viradas que parecem que vão desandar, mas ele segura de um jeito torto que dá certo.
Warriors of Death
Aqui o black/death metal fica mais evidente. A velocidade é brutal, aquele blast beat primitivo, aquela pegada suja que virou marca do metal extremo dos anos 80. As viradas de bateria são quase cômicas às vezes — o baterista claramente estava experimentando, tentando fazer as coisas mais extremas que conseguia, mesmo que saíssem meio tortas. Mas funcionava. Tinha uma honestidade naquilo que era impossível de fingir.
Descobrindo as Influências: Kreator, Pestilence e o Puta Que Pariu do Slayer
Depois de viciar no Bestial Devastation, comecei a buscar de onde aquilo tinha saído. Foi quando vim a conhecer o Kreator — e aí tudo fez sentido. Aquela velocidade absurda, aquela agressividade sem filtro, aqueles riffs cortantes. O Pleasure to Kill era praticamente um manual do que o Sepultura estava tentando fazer no Bestial, só que com produção um pouco melhor.
O Pestilence também entrou na jogada. Aquele death metal técnico mas ainda sujo, aquela energia descontrolada. Dava pra traçar uma linha direta entre o que essas bandas faziam e o que o Sepultura estava buscando.
Mas aí veio o Slayer.
Hell Awaits. Puta que pariu!
Quando ouvi aquele disco pela primeira vez, entendi tudo. Aquela intro de “Hell Awaits” tocada de trás pra frente, aquela atmosfera sinistra, e depois aquela porrada. “Crypts of Eternity”, “Hardening of the Arteries”, aquela velocidade insana, aqueles riffs diabólicos. O Slayer tinha feito em 1985 exatamente o que o Sepultura estava tentando fazer no Bestial — só que com mais experiência, mais recursos, mais tudo.
Dava pra ver claramente: o Sepultura no começo da carreira estava bebendo direto dessa fonte. Kreator, Slayer, aquela primeira onda de bandas que estava misturando thrash com elementos mais extremos, mais sujos, mais rápidos. O Bestial Devastation era a versão brasileira, tosca e mal gravada, daquela revolução sonora.
E isso tornava tudo ainda mais impressionante. Aqueles moleques de Belo Horizonte estavam ouvindo essas bandas europeias e americanas e pensando: “a gente consegue fazer isso também”. E fizeram. Com os recursos que tinham, do jeito que dava, mas fizeram.
A Tosqueira Genial
Bestial Devastation é objetivamente mal gravado. A produção é horrível. Os músicos ainda eram tecnicamente limitados. Mas é exatamente isso que faz do álbum algo especial. É a captura perfeita de um momento — quatro caras jovens, cheios de raiva e energia, fazendo o som mais pesado que conseguiam com os recursos que tinham..
Não é um álbum pra todo mundo. Se você valoriza produção limpa, técnica refinada, composições elaboradas, vai odiar. Mas se você entende que metal extremo às vezes é sobre atitude, sobre verdade, sobre cuspir na cara do mundo sem pedir licença, então Bestial Devastation é essencial.
Cavalera Conspiracy: A Vingança dos Irmãos

Décadas depois (2023), Max e Igor Cavalera se reuniram no Cavalera Conspiracy e regravaram o Bestial Devastation inteiro. Fiquei apreensivo quando ouvi falar. Regravar um clássico cult é sempre arriscado — pode matar a magia, pode soar como nostalgia barata.
Mas olha, ficou muito bom.
A produção é infinitamente superior. As músicas soam poderosas, pesadas, mas sem perder aquela energia selvagem. Max e Igor conseguiram canalizar a raiva juvenil de volta. As viradas “doidas” do Igor agora estão tecnicamente perfeitas, mas ele manteve o espírito torto e agressivo. É como ver um velho amigo que cresceu, amadureceu, mas ainda tem aquele brilho nos olhos quando fala das antigas.
A regravação não substitui o original — seria impossível replicar aquela crueza, aquele momento específico no tempo. Mas funciona como complemento. Mostra que aquelas músicas “toscas” eram na verdade bem construídas, só precisavam de produção decente pra todo mundo perceber.
Sepultura Sem os Cavalera: Um Divórcio Inevitável
Vou ser direto: não curto a fase Derrick Green. Nada contra o cara, nada contra quem gosta, mas pra mim, Sepultura sem os Cavalera não é Sepultura. É uma banda boa tocando músicas do Sepultura. A alma saiu.
Roots? Também não é meu negócio. Sei que é considerado revolucionário, sei que vendeu pra caralho, sei que influenciou uma geração inteira. Mas não conecta comigo. Questão pessoal mesmo. Dou umas ouvidas de curioso às vezes, reconheço os méritos, mas curtir de verdade, vibrar, sentir aquele arrepio na espinha? Só com a fase clássica — Bestial Devastation, Schizophrenia, Beneath the Remains, Arise. Essa é a essência pra mim.
E quem gosta da fase Derrick, ótimo. Nada contra. Quem curte Roots, maravilha. Tem até algo bacaninha, Só não é pra mim.
Por Que Bestial Devastation Ainda Importa
Em 2025, com produção digital perfeita disponível pra qualquer um com um notebook, por que um disco mal gravado de 1985 ainda importa?
Porque metal extremo nunca foi sobre perfeição técnica. É sobre verdade. É sobre atitude. É sobre canalizar raiva, frustração, energia, e transformar isso em som.
Bestial Devastation é a prova de que você não precisa de equipamento caro, de produção impecável, de músicos virtuoses. Você precisa de algo pra dizer e da coragem de dizer sem filtro.
Esse disco abriu portas. Mostrou que quatro moleques de Belo Horizonte podiam competir com Slayer, Kreator, Pestilence. Mostrou que o Brasil tinha voz própria no metal mundial. E mais importante: inspirou gerações de bandas a pegar seus instrumentos, mesmo sem saber tocar direito, e fazer barulho
O Legado de Uma Tosqueira Genial
Olhando pra trás, Bestial Devastation não é o melhor álbum do Sepultura. Tecnicamente, é provavelmente o pior. Mas é o mais importante pra mim. É onde tudo começou. É onde a essência foi destilada pela primeira vez.
Aquela tarde na casa do meu amigo, ouvindo pela primeira vez, vendo aquela capa toscona com o diabão esmagando a igreja, virando o disco e ouvindo o Overdose com aquele apocalipse em português, dando risada daquelas viradas doidas do Igor, sentindo aquela porrada sonora mal gravada mas visceral — isso marcou. Isso ficou.
E hoje, quando coloco Bestial Devastation pra tocar, não ouço um disco mal produzido dos anos 80. Ouço liberdade. Ouço rebeldia. Ouço quatro caras dizendo “foda-se” pra tudo e fazendo o som que queriam fazer, do jeito que queriam fazer.
É tosco? É. É mal gravado? É. Tem viradas de bateria engraçadas? Tem. É um dos meus discos favoritos de todos os tempos? Sem dúvida nenhuma.
Bestial Devastation não é pra todo mundo. Mas pra quem entende, é tudo.
Para os curiosos: o álbum está disponível em diversas plataformas de streaming, e a regravação do Cavalera Conspiracy também vale muito a pena. Mas se você realmente quer a experiência completa, procure a versão original do split com o Overdose. A tosqueira dos dois lados soa ainda melhor no formato analógico.
🔗 Links Essenciais Sobre Bestial Devastation
- Encyclopaedia Metallum – Bestial Devastation – Informações completas sobre o split, formação da banda em 1985 e detalhes técnicos da gravação.
- Metal Archives – Morbid Visions/Bestial Devastation – Página da versão completa que posteriormente uniu os dois EPs.
- Encyclopaedia Metallum – Overdose – Informações sobre o Overdose e o álbum Século XX que compõe o lado B do split original.
- YouTube – Bestial Devastation Completo – Ouça o EP completo e sinta a crueza da gravação original de 1985.
- Discogs – Bestial Devastation Vinyl – Versões originais, reedições e valores de mercado do split histórico.
- Spotify – Sepultura Bestial Devastation – Versão remasterizada disponível para streaming.
- Metal Archives – Cavalera Conspiracy – Informações sobre a regravação do álbum pelos irmãos Cavalera.
- Cogumelo Records – A gravadora histórica que lançou o Bestial Devastation e impulsionou o metal brasileiro.
- Last.fm – Bestial Devastation – Estatísticas de audição e faixas mais populares do EP.
Nota: Links verificados e ativos em fevereiro de 2025. O split original Sepultura/Overdose é uma peça rara de colecionador.
🔥 O Veredito: Obra-Prima Tosca ou Relíquia Superestimada?
Depois de atravessar quatro décadas desde que quatro moleques de Belo Horizonte gravaram o som mais primitivo e brutal que conseguiam, dissecando a crueza do black/death metal brasileiro, fica a pergunta que separa os puristas dos posers:
Bestial Devastation é um marco histórico essencial ou apenas nostalgia de quem não aceita a evolução da banda?
Você consegue ouvir aquela produção tosca sem rir das viradas irregulares do Igor? Acha que a crueza é genialidade ou simplesmente limitação técnica disfarçada de atitude? E no fundo, você prefere o Bestial Devastation primitivo ou a regravação polida do Cavalera Conspiracy?
Desce pro play nos comentários — mas traga argumentos sólidos. Se vier dizer que “é só barulho mal gravado” ou “Roots é melhor”, é sinal de que você não entendeu a essência do metal extremo brasileiro. 😏
⚠️ Aviso aos fãs da fase Derrick: Comentários reclamando que “a fase antiga é horrível” ou “Max canta mal” serão ignorados com a mesma indiferença que os Cavalera têm por críticas rasas. Entenda o contexto de 1985, compreenda a importância histórica e comente com propriedade.
“É tosco, é mal gravado, tem viradas de bateria engraçadas — mas é verdadeiro.”
E você? Qual sua memória mais forte ouvindo Bestial Devastation pela primeira vez? Já tentou convencer alguém de que aquela produção horrorosa é proposital? Teve coragem de tocar “Antichrist” no churrasco da família? Compartilhe nos comentários sua experiência com essa tosqueira genial.
🎸 O Mistério do Arise “Incompleto” — Alguém Mais Tem Essa Edição?
Lembra que comentei sobre aquele Arise que comprei na Freguesia do Ó em 1991? Aquela versão com capa diferente (sem o labirinto na parte de cima) e que NÃO tinha a faixa “Orgasmatron”?
Cara, até hoje me pergunto que edição era aquela. Prensagem pirata? Versão regional? Edição limitada que nunca vi de novo?
ALGUÉM AÍ TAMBÉM TEM (OU TEVE) ESSA VERSÃO?
Se você sabe qual edição é essa, se tem informações sobre essa prensagem misteriosa, ou se também comprou um Arise “estranho” naquela época, deixa nos comentários!
Não sou guru, nem influencer — meu negócio é te fazer pensar (ou desistir de vez). Assisto de cinema iraniano a blockbusters de ação, sempre com minha querida cúmplice. No meu som, Napalm Death, Falcão e King Crimson convivem com Gal Costa e Erasure.
Acho que toda opinião tem o direito de estar errada — inclusive a minha. Já fui rotulado de tudo: cult, cringe, hipster, rockeiro e até reacionário. Aceito todos. O início, o fim e o meio. Aqui, a cultura alternativa é livre e a régua moral ficou na gaveta. O Véi do Blogue existe porque o mundo já tem conteúdo demais e contradição de menos.