Se tem uma frase que define minha relação com o bizarro, é a do mestre Jô Soares: “Eu não duvido de nada! Se algum dia essa caneca me disser ‘Bom dia, Jô’, eu respondo: ‘Bom dia, caneca!'”
É com esse espírito que inauguro o Talvez… aqui no blog.
Quem me acompanha sabe que meu chão é a música, metal extremo, o cinema de horror e as crônicas do cotidiano. Mas, entre um riff de guitarra e um filme cult, sempre houve um espaço na estante para o impossível. Sou aquele cara que quer saber de onde viemos e para onde vamos, que aprecia a arquitetura das teorias e o folclore do cosmos — mas que mantém o pé no freio da crença cega.
Para mim, mergulhar nas conspirações de David Icke ou nos relatos de Alex Collier é tão fascinante quanto assistir a Star Wars. Ler sobre a teosofia de Madame Blavatsky ou as loucuras rituais de Aleister Crowley me traz o mesmo prazer estético e intelectual de ler O Senhor dos Anéis. É literatura do extraordinário. É o “e se?” levado às últimas consequências.
Neste novo canto do blog vamos transitar por todas as frequências — do rigor documental de Ubirajara Rodrigues e Édison Boaventura Júnior sobre o ET de Varginha ao misticismo de Chico Xavier e Waldo Vieira, da lucidez espiritual de Wagner Borges e Gasparetto às cosmologias densas de Jan Val Ellam e Professor Adhemar Ramos, das análises geopolíticas e proféticas de Daniel Lopes ao eterno clima de mistério do Arquivo X. Sem hierarquia. Sem tribunal.
Eu acredito em tudo isso? Talvez. Eu duvido de tudo isso? Também.
Não espere de mim um crente fervoroso nem um cético chato que quer estragar a festa. Sou o cara que quer ouvir a história, analisar os fatos e se divertir com a imensidão do desconhecido. Num mundo que insiste em fechar todas as janelas, eu prefiro deixar uma fresta aberta — para o que vier, de onde vier, na hora que quiser chegar.
Se o cosmos resolver bater na minha porta hoje à noite, não vou chamar o hospício. Vou dizer apenas: “Pode entrar, senta aí e me conta a sua história.”
Bem-vindos ao Talvez… Onde a verdade está lá fora — e a dúvida continua aqui dentro.
Não sou guru, nem influencer — meu negócio é te fazer pensar (ou desistir de vez). Assisto de cinema iraniano a blockbusters de ação, sempre com minha querida cúmplice. No meu som, Napalm Death, Falcão e King Crimson convivem com Gal Costa e Erasure.
Acho que toda opinião tem o direito de estar errada — inclusive a minha. Já fui rotulado de tudo: cult, cringe, hipster, rockeiro e até reacionário. Aceito todos. O início, o fim e o meio. Aqui, a cultura alternativa é livre e a régua moral ficou na gaveta. O Véi do Blogue existe porque o mundo já tem conteúdo demais e contradição de menos.